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Sábado, Julho 16, 2005
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Escrito por Anfréa, em 9:22 PM
Sexta-feira, Novembro 07, 2003
Fechado em liturgia
Escrito por Anfréa, em 9:41 PM
Terça-feira, Agosto 12, 2003
Era o sétimo ano seguido sem um dia de estiagem. Aquela chuva já enlouquecera metade da cidade. Na quarta rua depois da praça, a moça que ficava na janela todo dia, de manhã como sempre olhava. Olhava para o nada preso no céu e, palavra solta, esperava com a mesma esperança do primeiro dia. Fazia, naquela manhã, tantos anos quantos eram possíveis se esperar pelo amor. Como sempre o carteiro passava, como passava a florista e moço do leite, mas ele não. E como sempre, ela não saía. Girava sua vida, girava o tempo, corria a alegria á sua volta, mas era como se nada pudesse mudar e, ao mesmo tempo, tudo pudesse acontecer a qualquer momento. Como de fato foi, num dia como todos os outros, quando ela cansou de esperar. Pôs seu melhor vestido, sorriu seu melhor sorriso como no tempo que ele estava, entrou devagar no mar. Sentiu cada pedaço do corpo e da onda que batia, e nem viu quando desfaleceu de amar e desamor. ![]() Bom, eu sei que ando bem ausente desse espaço, mas vou cuidar melhor dele. Afinal, é minha casa divida com quem divido minha vida. Desculpem-me os leitores frequentes daqui, prometo mais cuidado de agora em diante. Beijos a todos :)
Escrito por Anfréa, em 7:18 PM
Quarta-feira, Agosto 06, 2003
Amsterdã jazia em cinza plenitude lá fora, afastada do exíguo quarto onde ele, envolto num mutismo entorpecido, engendrava idéias sobre a própria eternidade. Entendeu que havia cumprido sua missão na terra: semeara o ar com belas melodias advindas de seu trompete; espargira nos ouvidos sempiternas palavras permeadas pela candura de sua voz. Então, tomou delicadamente seu velho companheiro entre as mãos e dirigiu-se à passos lentos para a janela. Respirou fundo, e extraiu de sua alma os acordes de uma suave canção. Alçou vôo, e finalmente tornou-se um anjo. O anjo que todos sempre souberam que um dia, ele se tornaria... ![]()
Escrito por Leonardo Morais, em 10:06 AM
Quarta-feira, Julho 30, 2003
Plena do jeito célere de menina dividindo as curvas de mulher, ela subiu no ônibus. Nas mãos, a caixa de balas de goma para vender. Vistosamente coloridas. E de sabores sortidos. Bolsa puída à tira-colo. Nas mãos, encerrando delicadeza, uma espécie de álbum. Avançou medindo os passos trôpegos devido ao sacolejo do veículo que fluía ruidosamente em meio ao burburinho do fim do dia. Os olhos delinearam seu sorriso de intensa satisfação ao vislumbrarem o rosto ainda imberbe do cobrador. Aproximou-se dele que, gentilmente, tomou a caixa de suas mãos. Inaudíveis palavras permutadas, e as fotos do dia de princesa da menina foram manuseadas com ternura e encantamento pelo rapaz. Ele comentava cada uma e seus detalhes: as flores, o penteado, o carmim dos lábios emoldurando a alvura dos dentes desnudos pelo sorriso. Ela assentia, feliz e orgulhosa. E nem parecia mais se importar com a venda dos doces. Dei o sinal de parada, e desci no ponto. Minha viagem havia terminado. A deles, só estava começando... ![]()
Escrito por Leonardo Morais, em 11:57 AM
Sábado, Julho 26, 2003
![]() Não, nós não brigamos. Apenas fui tocada pela imagem, e não sei por que, me lembrou imediatamente a menina Susana.
Escrito por Anfréa, em 8:37 PM
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